Prefere ver uns trocados voltando para a conta ou juntar pontos até emitir a passagem das férias? O vencedor dessa disputa muda com o tamanho da sua fatura, com o jeito que você usa os pontos e com a tarifa anual do cartão. Saiba como decidir com base em contas, e não em impressão.
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Entendendo os dois sistemas de recompensa
Quando o cartão adota pontos e milhas, o banco converte o que você gasta em pontos do programa dele, seja por real, seja por dólar, a depender do cartão. Esse saldo pode virar um eletrodoméstico, um desconto ou ser enviado ao programa de fidelidade de uma companhia aérea. Ao chegar lá, os pontos ganham o nome de milhas e passam a servir para comprar bilhetes.
O cashback pula essas etapas: uma fração do que você pagou nas compras retorna como dinheiro. Conforme as regras do emissor, esse valor desconta da fatura, entra na conta ou é aplicado automaticamente.
Cashback
Ganho simples, que funciona igual para todo mundo. Você não precisa esperar promoção, escolher data nem torcer para sobrar assento no avião.
Pontos e milhas
Usados com estratégia na emissão de passagens, podem entregar mais valor por real gasto, mas cobram organização e cuidado com a validade.
A porcentagem de cashback e a quantidade de pontos por real mudam muito de cartão para cartão e são atualizadas com frequência. Por isso este texto não adota taxas fixas de mercado; consulte sempre as condições atuais no site oficial do emissor antes de bater o martelo.
Como comparar pontos e cashback no cartão de crédito com números
Para a comparação ser justa, as duas recompensas precisam estar convertidas para reais. Siga esta sequência:
- Encontre seu gasto mensal verdadeiro. Some as últimas faturas e tire a média, sem contar com aumentos de consumo que talvez nem aconteçam.
- Calcule o cashback de um ano. Multiplique o percentual do cartão pelo total de compras de doze meses.
- Calcule os pontos de um ano. Multiplique o gasto anual pelos pontos por real, ou converta para dólar se for essa a regra do cartão.
- Descubra quanto uma milha vale para você. Escolha um trecho que você já voaria de todo jeito, veja o preço em milhas e compare com o valor cobrado em dinheiro.
- Subtraia a anuidade. O que conta é o saldo final, depois de pagar a tarifa do cartão.
Exemplo com números redondos
Imagine o Henrique, professor que coloca no cartão todas as contas da casa, cerca de R$ 3.000 por mês, ou R$ 36.000 ao longo do ano. Apenas para fins de exercício, ele está em dúvida entre o cartão A, gratuito e com 1% de cashback, e o cartão B, que gera pontos e tem anuidade de R$ 600.
Ficando com o cartão A, Henrique recebe R$ 360 por ano e não paga tarifa nenhuma. Para o cartão B ao menos empatar, as milhas acumuladas precisariam render mais de R$ 960 em passagens: R$ 600 para cobrir a anuidade e mais R$ 360 para compensar o dinheiro de volta que ele abriria mão de ganhar.
Os números são hipotéticos, mas a lógica serve para qualquer pessoa. O cartão de milhas só vale a pena se as viagens emitidas superarem a tarifa anual somada ao cashback que você está deixando de lado.
Dica: se em um ano inteiro você não embarca em nenhum voo, o cashback provavelmente é a escolha mais sensata. Ponto que fica parado e nunca vira bilhete equivale, na vida real, a dinheiro nenhum.
Prazo de validade: onde os pontos somem
Quase todos os programas definem uma data para os pontos expirarem, e ela muda de acordo com o banco, o programa e a versão do cartão. Cartões voltados à alta renda às vezes oferecem prazos mais longos; em contrapartida, certas milhas vencem poucos meses depois de chegarem à companhia aérea.
Com o cashback, esse risco normalmente não aparece quando o valor é usado para abater a fatura ou entra direto na conta. Há programas, porém, em que o saldo fica guardado no aplicativo até você pedir o resgate. Confira no regulamento como o seu cartão funciona.
- Coloque um alarme no celular para a data em que seus pontos expiram.
- Não deixe o saldo crescer sem ter um destino definido para ele.
- Compare os preços do catálogo com os de lojas comuns, porque muitas vezes o catálogo sai mais caro.
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Bônus na transferência de pontos: vantagens e cuidados
Periodicamente, os programas dos próprios bancos e os de coalizão, como Livelo e Esfera, oferecem campanhas em que os pontos levados para programas aéreos, como Smiles, LATAM Pass e TudoAzul, ganham um acréscimo. Você envia um lote e recebe uma porcentagem extra no programa de destino.
Quem viaja bastante costuma esperar essas campanhas para fazer as transferências. Mesmo assim, vale tomar alguns cuidados para não perder dinheiro:
- Transfira somente com a viagem já decidida. Na companhia aérea, as milhas normalmente expiram antes dos pontos que ficam no banco.
- Leia as condições da campanha. Os percentuais de bônus mais altos muitas vezes são exclusivos para quem assina um clube com mensalidade.
- Não compre pontos por empolgação só porque a promoção parece boa. Calcule quanto vai pagar por milha e compare com o preço do bilhete em dinheiro.
Anuidade do cartão de crédito: o peso que pode virar o jogo
Os programas de pontos mais generosos costumam estar em cartões com anuidade, às vezes bastante alta. Vários bancos isentam a tarifa para quem gasta acima de um valor mensal ou mantém dinheiro aplicado, mas essas condições mudam de uma instituição para outra e podem ser alteradas.
Vantagens das milhas
- Trocadas por passagens, podem entregar mais valor para cada real gasto.
- Os bônus de transferência multiplicam o rendimento do saldo.
- Conforme os emissores, esses cartões geralmente trazem extras, como acesso a salas VIP.
Desvantagens das milhas
- A tarifa anual pode anular todo o benefício.
- As regras e os prazos de expiração mudam com frequência.
- Exigem tempo e planejamento para darem resultado.
Se você quer um cartão sem cobrança fixa, veja as opções de cartão sem anuidade e os cartões com cashback. Entre os bancos digitais, Nubank, Inter e C6 Bank oferecem cartões com algum programa de vantagens; como as regras são atualizadas, confirme no site oficial.
Qual recompensa se encaixa no seu perfil
| Gasto baixo ou médio | O cashback geralmente é mais fácil e mais rentável, principalmente quando o cartão não cobra anuidade. |
|---|---|
| Viaja com frequência | As milhas podem compensar, se você acompanhar campanhas e datas de validade de perto. |
| Quer zero trabalho | Cashback: o retorno aparece sem você precisar planejar nada. |
| Gasto alto concentrado no cartão | Faça a simulação completa, levando em conta a anuidade e as regras de isenção disponíveis. |
Uma regra vale para todo mundo: nenhum programa de recompensa paga os juros do cartão. Quem quita só o mínimo ou parcela a fatura perde muito mais com encargos do que ganha em cashback ou milhas. Pagar o valor total da fatura vem antes de qualquer outra estratégia.
Perguntas frequentes
Existe cartão que dá cashback e milhas juntos?
Alguns cartões deixam você optar por uma das modalidades ou alternar entre elas. Leia o regulamento, porque normalmente a mesma compra não gera os dois benefícios ao mesmo tempo.
Os pontos do cartão vencem?
Na maioria dos programas, vencem. O prazo depende do banco e da versão do cartão e está informado no aplicativo ou no regulamento.
Como descubro quanto vale uma milha?
Pegue o preço da passagem em dinheiro e divida pela quantidade de milhas exigida para o mesmo voo. O resultado mostra o valor de cada milha naquela emissão.
Cartão com anuidade nunca compensa?
Pode compensar. Se as vantagens que você de fato aproveita valem mais do que a tarifa, ele sai no lucro. O segredo é fazer a conta com os seus gastos reais.
Para fechar a decisão
Pegue os valores reais das suas faturas, calcule o cashback anual, estime quanto as milhas renderiam numa viagem que já está nos seus planos e desconte a anuidade. Se a diferença for pequena ou se você quase não viaja, a simplicidade do cashback costuma vencer. Para quem viaja com frequência e tem paciência para controlar prazos e promoções, as milhas podem render mais.
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